Blönduós

Parámos em Blönduós ao 4º dia de roadtrip pela Islândia, após deixarmos para trás a tempestade de neve na península de Snæfellsnes e experienciarmos paisagens que nos  deixavam-nos meio estonteados de tão únicas que eram. Esta pequena cidade tem pouco mais de 800 habitantes e não é propriamente uma atração turística, mas acaba por ser um ponto estratégico para ficar quando se viaja pela Ring Road. Vale a pena fazermos um pequeno passeio à beira mar, dado esta ser uma cidade costeira, apresentando uma mistura de paisagens inesquecível. Aqui podemos atravessar também o rio Blanda, um dos maiores da Islândia, com mais de 125km de extensão.

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Ao chegarmos encontramos uma imponente e recente igreja, que dizem ser inspirada na natureza e que foi construída sobre uma cratera vulcânica (Blönduóskirkja), tendo a cidade uma outra igreja à beira mar, conhecida como a “igreja velha”, que fica na zona mais antiga da cidade e dizem datar já de 1894.

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“Igreja Velha” de Blönduos

Explicando assim parece que esta cidade não tem muito para oferecer, mas marcou-nos por completo com por momentos únicos. Primeiro pelo fantástico pôr do sol que aqui pudemos assistir a dois.

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Depois, também por que foi aqui, numa noite gélida em que os termómetros marcavam   -15ºc e o céu estava limpo e livre das luzes artificiais da cidade, que pudemos observar a nossa primeira aurora boreal. Lembramo-nos como se fosse ontem, tal como a dificuldade para dormir nessa noite, tal era o nível de adrenalina e entusiasmo que sentíamos. Uma sensação única!

Como chegarPara chegar a Blönduós, na nossa opinião, a melhor opção é fazê-lo de viatura própria/alugada. Caso pretendam fazê-lo de transportes públicos, podem tentar fazê-lo a partir da paragem de autocarros Mjódd em Reikjavík, onde podem apanhar o autocarro 57 que demora 4h15 a ligar as duas cidades. Para mais informações, visitem o site da Strætó BS, a companhia que opera estas ligações. Nós dirigimo-nos para lá de carro alugado, sendo que as estradas principais se encontram em perfeitas condições, onde temos de ter os habituais cuidados de condução quando encontramos situações climatéricas mais adversas, como neve ou gelo.

Onde ficar: As opções de alojamentos nesta cidade não são muitas. Optámos por ficar alojados no Hotel Blanda (70€/noite com pequeno almoço incluído), onde tivemos direito a upgrade para quarto superior com vista para o mar. É isso mesmo, este hotel apesar de ser algo antigo e a necessitar de melhoramentos, encontra-se à beira mar (junto à “igreja velha” de Blönduós), num espaço privilegiado para irmos verificando se temos auroras no horizonte, não fosse o restaurante/bar do hotel todo envidraçado e virado para o mar. Uma das melhores partes na noite em que vimos as auroras foi que pudemos ver tudo perto do hotel, podendo depois regressar ao hall para nos aquecermos e onde tínhamos café quente, chás e biscoitos variados à nossa espera, oferta do hotel.

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