Valletta

Valletta é a capital de Malta, pequena na sua dimensão mas enorme no charme que apresenta. Dentro das suas muralhas temos uma variedade de edifícios históricos como a Co-Catedral de S. João, perfeitamente acompanhados por edifícios mais modernos como o que nos recebe logo à entrada das portas da cidade, o Edifício do Parlamento de Malta.

À chegada a Valletta, deparamo-nos com uma praça onde terminam as principais linhas de autocarros do país. É aí que nos deixam, junto à conhecida Fonte do Tritão, numa alusão directa à grande ligação deste país com o mar.

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Fonte do Tritão

Logo atrás da Fonte do Tritão, encontramos uma cidade muralha, à beira mar, com a enorme porta da cidade aberta como que a convidar-nos para entrar. Ao entrarmos, o primeiro impacto que temos é a cor das construções, em tons maioritariamente claros do mármore, tudo em escalas pequenas quando comparamos com a dimensão das ruas e da confusão que encontramos noutras capitais europeias.

Junto às portas da cidade, temos o edifício do Parlamento de Malta, moderno e que merece a nossa atenção pelo seu design futurista. Mais à frente, encontramos um dos pontos que, na nossa opinião, é simplesmente imperdível. A Co-Catedral de São João, que não se destaca por nada em especial pelo seu exterior, tem um interior deslumbrante e que, até hoje, foi dos mais bonitos que conhecemos.

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Co-Catedral de S.João

Ricamente decorado e com ligações históricas à Ordem Templária, as cores que mais sobressaem surgem da folha de ouro que envolve quase todas as paredes. Entre as várias obras de arte que ali existem, destaca-se o quadro da “Decapitação de João Baptista”, uma das obras primas de Caravaggio e considerada uma das obras mais importantes da pintura ocidental. Aconselhamos a visita bem cedo, para evitar filas e grupos de turistas. O preço da entrada por adulto é de 10€, sendo que para qualquer informação adicional podem visitar o site oficial da Co-Catedral de São João.

Daqui, “perdemo-nos” pelas várias ruelas da cidade e pela variedade de cores que fomos encontrando. Se bem se lembram, acima dissemos que toda a cidade se destacava pelos seus tons mais claros… A variedade de cores, essas, em grande parte são conferidas pelas várias varandas que existem nas várias habitações. A fazer lembrar as “marquises”, encontramos uma variedade de estruturas em madeira, que conferem um ar amigável em cada rua da cidade.

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As varandas típicas de Malta

Num dos extremos da cidade, encontramos o Memorial do cerco a Malta. Este foi feito em memória das 7 000 vítimas que pereceram na cidade durante a II Guerra Mundial, altura em que este país pertencia à Grã Bretanha que utilizou este país como uma barreira para o acesso das tropas alemãs ao norte de África. O que mais se destaca neste memorial é o enorme sino, que todos os dias toca às 12:00, sendo desaconselhado que se esteja muito perto.

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Memorial do cerco a Malta

Decidimos ainda fazer o ferry que liga Valleta a Sliema, uma vila vizinha da capital de Malta (coordenadas do terminal de ferrys em Valleta: 35.90033875620842 ; 14.51007410312741). Esta destaca-se pela vida nocturna, assim como pela grande variedade de cafés e restaurantes mas não foram estes, de todo, os motivos que nos trouxeram aqui. A vista que se tem de Valleta a partir de Sliema é daquelas que vale a pena o que, juntando à travessia panorâmica que dura apenas 15 minutos e com um preço convidativo (2,80€ ida e volta), valeu a pena experimentar. Para saberem mais sobre este tema, visitem o site www.vallettaferryservices.com

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Panorama da viagem de ferry
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Perspectiva de Valleta a partir de Sliema

Para terminar o dia, aconselhamos os Upper Barrakka Gardens. Este que é, na nossa opinião, um dos jardins mais bonitos de Valletta.

Com uma vista única para o Grand Harbour e para o forte de St.Angelo que fica na outra margem, este jardim é um local a não perder, ainda mais ao pôr do sol que assume cores inesquecíveis.

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Se tiverem sorte como nós, ainda assistem à demonstração do disparo dos canhões, relembrando a forma como eram saudadas as embarcações à chegada ao porto da capital.

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Demonstração do disparo dos canhões

Como chegar: Malta não tem metro, pelo que as únicas opções de transportes públicos são o táxi ou os autocarros, estes últimos que funcionam muito bem, abrangendo todos os pontos da ilha. A partir do aeroporto recomendamos que apanhem o autocarro X4, que nos deixa junto à Fonte do Tritão (preços variam entre 1,50€/viagem no Verão, 2€/viagem no Inverno e 3€/viagem em serviço nocturno). Para mais informações, consultem o site www.publictransport.com.mt 

Onde ficar: Hotel Osborne – Na nossa opinião, este hotel foi uma óptima escolha. Fomos em Dezembro, época baixa no país, e conseguimos ficar aqui por menos de 60€/noite em quarto duplo com pequeno almoço (continental e buffet) incluído. Fica a 5 minutos a pé da rua principal da cidade de Valletta e da Co-Catedral de S.João.

Dicas extra:

  • Na nossa opinião, esta cidade é possível de se visitar na generalidade em apenas um dia e entrando apenas nos monumentos principais.
  • Não sentimos necessidade de alugar carro nem para conhecer Valletta nem para conhecer outros pontos de Malta, dado existir um excelente serviço de transportes públicos.
  • Tendo visitado Malta em Dezembro, tivemos uma visão completamente diferente da cidade. Longe da expectativa de encontrarmos um país para fazer praia, encontrámos muito menos turistas, preços mais convidativos e cidades decoradas a rigor com luzes de natal a iluminar vários pontos.

Circuito de 3 dias em Paris

Há muito tempo que ansiávamos com uma viagem a Paris. Cidade romântica por natureza, tem locais imperdíveis e que nos cativaram logo à primeira vista. Ao longo de 3 dias, aproveitando um fim de semana grande com feriado à 6ª feira (5, 6 e 7 de Outubro de 2018), deixámo-nos perder por esta capital europeia repleta de histórias e que nos deixou com uma enorme vontade de regressar para ver tudo o que ainda ficou por ver.

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Roadtrip de 11 dias pela Islândia

Partir em viagem com um circuito pela Ring Road da Islândia era algo há muito desejado, que acabámos por realizar durante 11 dias, entre 30 de Março e 10 de Abril de 2018. O que vos apresentamos de seguida são algumas considerações antes de partir e alguns detalhes diários que possam ajudar quem eventualmente queira partir numa aventura deste género. Esta foi, sem dúvida, uma viagem marcante para nós que aconselhamos vivamente aos amantes de natureza.
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O norte da Islândia

O norte da Islândia, menos povoado e com menor participação nos roteiros turísticos que muitas vezes encontramos, tem recantos maravilhosos que nos deixaram deslumbrados. Penínsulas com vistas inesquecíveis e vida selvagem em todo o seu esplendor, contacto com as antigas tradições islandesas como na quinta de Glaumbær, cidades como Akureyri e Blönduós, o Lago de Mývatn assim como as fantásticas Goðafoss e Detifoss são locais de paragem obrigatória.

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O sul da Islândia

O sul da Islândia é das zonas mais turísticas da ilha, sendo igualmente onde encontramos alguns dos pontos mais conhecidos, cujas fotos são sobejamente conhecidas e nos encantam de cada vez que as vemos. Mas acreditem, por mais fotografias que já tivéssemos visto de locais nesta zona que queríamos conhecer, não estávamos de todo preparados para aquilo que encontrámos ao vivo e a cores. Desde o Círculo Dourado (Golden Circle), passando por cascatas imperdíveis como a Skogafoss e a Seljalandsfoss, praias de areia preta e uma lagoa de icebergues, tudo ligado pela Ring Road (N1) e simplesmente imperdível.
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Península de Snæfellsnes

A pouco mais de 160 km de Reikjavík, a península de Snæfellsnes com os seus 90 km de extensão é um lugar imperdível numa passagem pela Islândia. Dizem ser uma “mini Islândia” por si só, tendo aí alguns dos locais mais fotografados e conhecidos deste país.

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Skaftafell

O Parque de Skaftafell, integrado desde 2008 no Parque Nacional de Vatnajökull, é um dos pontos imperdíveis da passagem pelo sul da Islândia. Por entre vários trilhos, todos eles também com paisagens de cortar a respiração, encontramos cascatas únicas e uma mistura de tons que valem a pena conhecer. Continue reading “Skaftafell”

Os Eastfjords

Os Eastfjords são uma extensão de aproximadamente 120km na costa Este da Islândia, considerando-se que se iniciam entre as localidades de Borgarfjörður Eystri e Berufjörður. Dizem que apenas 3% da população total da Islândia vive nesta zona, sendo que aqui se destacam as quintas típicas, as pequenas vilas piscatórias e lagos encantadores que criam verdadeiros cenários de filme. Continue reading “Os Eastfjords”

Blönduós

Parámos em Blönduós ao 4º dia de roadtrip pela Islândia, após deixarmos para trás a tempestade de neve na península de Snæfellsnes e experienciarmos paisagens que nos  deixavam-nos meio estonteados de tão únicas que eram. Esta pequena cidade tem pouco mais de 800 habitantes e não é propriamente uma atração turística, mas acaba por ser um ponto estratégico para ficar quando se viaja pela Ring Road.  Continue reading “Blönduós”