Circuito de 3 dias em Paris

Há muito tempo que ansiávamos com uma viagem a Paris. Cidade romântica por natureza, tem locais imperdíveis e que nos cativaram logo à primeira vista. Ao longo de 3 dias, aproveitando um fim de semana grande com feriado à 6ª feira (5, 6 e 7 de Outubro de 2018), deixámo-nos perder por esta capital europeia repleta de histórias e que nos deixou com uma enorme vontade de regressar para ver tudo o que ainda ficou por ver.

Breves considerações antes de partir

Antes de partimos nesta viagem, tivemos alguns pontos que consideramos importantes de ter em conta. São eles:

– Documentação: A França pertence à União Europeia, fazendo com que qualquer cidadão de países da zona Euro possam entrar apenas com o cartão de identificação nacional. O mesmo acontece com o Cartão de Saúde Europeu (aplicável em França), que também nos deve acompanhar nesta viagem, ainda mais se considerarmos que é gratuito e se pode pedir online com entrega em casa.

– Transportes: Utilizámos apenas transportes públicos durante estes dias em Paris. Do aeroporto de Orly para o centro da cidade existem várias opções, tendo nós optado pelo Orly Bus (20€, ida e volta), com aquisição dos bilhetes possível nas máquinas de venda automática à entrada do aeroporto. Dentro da cidade, quando necessário optámos pelo metro que se mostrou perfeito para o que íamos necessitando. Neste caso, tendo em conta que os dias estavam propícios e queríamos utilizar o metro apenas pontualmente, optámos por comprar os bilhetes t+, com opção de comprar 10 viagens (saía mais barato – 12,70€), obtendo 10 bilhetes simples utilizáveis no metro durante 90 minutos e que dividimos entre nós.

– Moeda: Na França a moeda é o Euro, com um custo de vida superior ao de Portugal. Pertencendo à União Europeia, as taxas são mínimas ou inexistentes na utilização dos cartões de débito (não acontecendo tanto com os de crédito), pelo que aconselhamos a confirmarem estas situações previamente com os vossos bancos.

– Sugestão de alojamento: A sugestão de alojamento que fazemos para esta viagem relaciona-se apenas com a localização do mesmo. Neste sentido, ficámos no Hotel de la Place des Alpes, porque facilitava tanto o acesso ao aeroporto como às linhas verde (6) e linha rosa (7) do metro, que nos levavam directamente à Torre Eiffel/Arco do Triunfo e ao Louvre, respectivamente. Optámos por não reservar pequeno almoço e adquirir este nas pastelarias existentes na zona, pois saía mais barato.  Esta reserva foi feita através do Booking, sem qualquer problema. 

– Alimentação: Comparativamente com Portugal, o custo de vida na França é ligeiramente superior. Posto isto, optámos por refeições mais rápidas ou por pesquisar restaurantes mais em conta;

– Segurança: Tivemos os mesmos cuidados que teríamos em qualquer grande cidade. Não tivemos qualquer situação em que nos sentíssemos inseguros, mas também nunca facilitámos muito, nunca nos afastando muito dos planos e trajectos mais turísticos delineados;

– Outras informações: Aconselhamos sempre a que obtenham estas ou outras informações em relação a cada país que pretendem visitar na área de “Conselhos aos viajantes” no Portal das Comunidades Portuguesas.

⇒ Dia 1

Para podermos aproveitar ao máximo o pouco tempo que tínhamos destinado para explorar Paris, optámos por fazer um voo durante a madrugada do 1º dia, para chegarmos logo ao começo da manhã. Chegámos assim ao aeroporto de Orly, e rapidamente chegámos à saída, dado só levarmos bagagem de mão. Facilmente nos deparámos com as máquinas de venda automática de bilhetes da OrlyBus, uma das soluções que encontrámos para nos levar ao centro de Paris. O autocarro para mesmo à porta de qualquer um dos terminais do Aeroporto de Orly e, por 20€ por pessoa, adquirimos os bilhetes de ida e volta. O autocarro faz várias paragens no centro de Paris: Gare Montparnasse, Motte – Piquet, Torre Eiffel, Trocadéro e Etoile/Champs Elysées. 

Por uma questão logística, decidimos fazer a nossa “base”, entenda-se alojamento, nos arredores de Montparnasse, mais concretamente junto da Place D’Italie, por duas razões essenciais: Primeiro, porque ficava a menos de 1 hora do aeroporto através do Orly Bus; Segundo, porque nesta zona há um cruzamento da linha verde (6) com a linha rosa (7) do metro, que nos levavam directamente à Torre Eiffel/Arco do Triunfo e ao Louvre, respectivamente. Se juntarmos a isto o facto de ser uma zona calma e mais barata, foi uma óptima opção.

Após deixarmos as malas no alojamento, ainda não era hora de almoço, partimos em direção ao centro de Paris. Decidimos começar pelo Arco do Triunfo. Do alto dos seus 50 metros, este é dos monumentos mais icónicos da capital francesa, com uma enorme carga histórica associada. Inicialmente construído para celebrar as vitórias de Napoleão à frente do exército francês, foi também utilizado em momentos históricos e marcantes das duas grandes guerras mundiais. Ao chegarem, não se assustem com a confusão de trânsito que se vê na rotunda que circunda o arco, não é por acaso que é considerada uma das mais perigosas do mundo.

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Existem túneis que levam à base do arco, deixando-nos admirá-lo como merece em todo o redor. Também nestes túneis existe a fila para a entrada e subida ao arco, que custa 12€ por pessoa e permite ter umas das vistas que dizem ser encantadora sobre a cidade, após subir os 286 degraus até ao topo. Optámos por não pagar para entrar, pois já tínhamos investido nos bilhetes para a Torre Eiffel que iriamos subir mais tarde neste dia. Ainda assim, aproveitámos ao máximo os vários detalhes em redor, com o Túmulo do soldado desconhecido (que fica na base do arco) e os nomes das várias guerras vencidas pelos exércitos napoleónicos e dos vários generais gravados na paredes. 

Daqui seguimos para os Champs Elisées, numa avenida que se estende charmosa ao longo de quase dois quilómetros. Repleta de lojas e restaurantes, é uma das avenidas mais conhecidas do mundo e mais um ponto imperdível desta cidade, acabando por ser aqui que almoçámos num almoço improvisado na conhecida cadeia de fast food americana que aqui também se encontrava representada. E se na parte superior da avenida se encontra o Arco do Triunfo, na parte inferior vamos encontrar a Praça da Concordia e os conhecidos Grand Palais e Petit Palais (museus das belas artes).

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Grand Palais
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Petit Palais

Continuamos a nossa caminhada, neste dia solarengo de Outono, acabando por nos deparar com a Ponte Alexandre III.  Esta ponte, extremamente ornamentada, é também um ponto imperdível, permitindo uma vista fantástica de e para o Sena.

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Ponte Alexandre III

A Ponte Alexandre III liga a margem dos Champs Elysées à margem do Palais National  des Invalides. Criado no século XVII para albergar os soldados franceses reformados ou retirados do serviço, é também neste imponente e extremamente ornamentado palácio que se encontra o túmulo de Napoleão e o museu do exército. Por se encontrar com um evento privado, não podemos visitar sequer os seus jardins, mas os bilhetes de entrada são 11€/pessoa, sendo gratuito para jovens da UE entre os 18 e os 25 anos. 

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Palais National des Invalides

A tarde avançava a passos largos e tínhamos de nos dirigir para o ponto que mais ansiávamos no nosso dia: a Torre Eiffel. 

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Chegámos ao Parc du Champ-de-Mars que rodeia a Torre, um local acolhedor e onde as famílias, amigos, casais ou pessoas singulares se sentam na relva para absorver toda aquela envolvência e uma vista fantástica para este que é considerado o monumento mais conhecido da França. À entrada neste jardim, deparamo-nos com o chamado Mur pour la Paix, um monumento erigido ali em 2000 com o objectivo de reforçar a importância da “Paz”, tendo nas suas paredes esta palavra escrita em 32 línguas diferentes. 

E depois? Depois lá estava “ela”, ali mesmo à nossa frente. A Torre Eiffel é realmente de uma imponência e de um charme que não se conseguem explicar. Com 300 metros de altura, é um elemento de destaque na paisagem urbana de Paris.

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Foi inicialmente construída em 1889 para a Exposição Universal de Paris, tendo sido ponderado o seu desmantelamento após a mesma, algo que não chegou a acontecer dado ter desempenhado inclusive um papel crucial ao nível das transmissões de radiodifusão durante as guerras mundiais. Hoje, é um local imperdível para quem visita Paris, quer seja visitado de fora ou mesmo que queiramos subir ao seu topo. Temos um elevador que nos leva até ao topo, opção mais cara mas que compensa, dado que temos 1665 degraus para subir até ao segundo piso da torre (o último piso só é atingível por elevador). Reservámos e comprámos os bilhetes online, onde tivemos opção de escolher a hora para a visita (preço por adulto para ir ao topo da Torre de elevador: 25€). Optámos pelo final da tarde deste primeiro dia por Paris, para podermos apanhar o pôr do sol lá do topo. Dado o movimento de turistas nesta zona, as melhoras alturas para fugirmos à confusão e às filas intermináveis são mesmo o início da manhã e o final da tarde.

Entre um “apartamento” no topo em que está uma figura de Gustave Eiffel e de Thomas Edison, numa recriação cénica do que em tempos ali se foi passando. Existem ainda algumas lojas dispersas, onde acabámos por comprar macarrons para comer ali mesmo, para tornarmos esta experiência ainda mais inesquecível.

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Mas o melhor de tudo, era mesmo a vista com que estávamos a ser brindados, com o magnífico pôr do sol que entretanto surgiu. 

Terminámos este dia intenso do outro lado do Parc du Champ-de-Mars, mais concretamente na zona do Trocadero. Esta zona é repleta de museus, mas quase todos parecem ignorar esse pormenor, pois o que mais se destaca neste ponto é uma vista inigualável para a Torre Eiffel. Estão a ver uma daquelas imagens que vos ficam gravadas na memória para sempre? Aqui criámos uma delas…

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⇒ Dia 2

Este dia começou com uma visita bem cedo à Catedral de Notre Dame de Paris.

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Construída entre os séculos XII e XIII, é das catedrais góticas mais antigas do Mundo, tendo aqui sido vivenciados momentos únicos da história como a coroação de Napoleão ou a beatificação de Joana D’Arc. A entrada na catedral é gratuita, havendo filas relativamente rápidas para o efeito. A subida às torres já é paga, sendo que aqui vos aconselhamos a que bem cedo se desloquem a lateral do edifício (do exterior) para fazerem a vossa pré reserva da hora da vossa visita às torres nas máquinas automáticas ali existentes. Caso não o façam, correm o risco de ter todos os horários sobrelotados, impossibilitando a vossa subida. Foi o que fizemos, bem cedo agendámos para o meio da manhã, permitindo-nos explorar o interior da catedral antes de subirmos.

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O interior da catedral é lindíssimo, destacando-se a imponente grinalda na envolvência. Estava a decorrer uma celebração, que nos limitou a visita por um lado, mas que criou um ambiente ainda mais místico no interior.

Chegada a altura de subir as torres, entrámos por uma porta lateral no exterior, apresentando ao segurança os papéis que previamente tínhamos obtido nas máquinas automáticas ali ao lado.  Chegamos a uma sala onde os visitantes aguardam em grupo e pagam os bilhetes (8,5€/pessoa), com vários souvenirs disponíveis a este nível. Depois seguem-se mais de 350 degraus circulares, com dois patamares, onde podemos observar as gárgulas a admirar a praça e, lá do topo, observar a paisagem de Paris onde se destaca a Torre Eiffel. Acaba por ser inevitável estarmos aqui e pensarmos na velha história do Corcunda de Notre Dame, que faz parte do nosso imaginário infantil, que teve aqui as suas cenas principais.

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Vista das Gárgulas na Catedral de Notre Dame

Daqui seguimos caminho em direção à Opera Garnier. Optámos sempre muito por circular a pé, absorvendo detalhes e vivências que se iam atravessando connosco.

Até que chegámos! Edificada no século XIX, a Opera Garnier serviu de inspiração para a conhecida peça d”O Fantasma da Ópera”. Tínhamos curiosidade com o seu interior, que dizem ser majestoso e recheado de detalhes e de opolência. Infelizmente estavam também em preparativos para um espectáculo que ia acontecer nessa noite, impossibilitando a visita ao seu interior. Terá de ficar para uma próxima passagem.

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Opera Garnier

Seguimos em direção às Galerias Lafayette, que ficavam ali perto. Estas não são mais do que um enorme centro comercial de uma das maiores cadeias francesas. Acabámos por vaguear no seu interior, mas essencialmente com um objectivo: encontrar o famoso hall que tem uma cúpula lindíssima, recheada de vidros de várias cores. Por entre produtos de luxo, encontrámo-lo e valeu completamente a pena.

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Cúpula das Galerias Lafayette

O nosso objectivo para a tarde deste dia era passear por Montmartre, vulgarmente conhecido como o bairro dos pintores. E realmente faz juz ao nome, pois aqui encontram-se pinturas esplendidas em todos os recantos, assim como vários pintores de rua para expor os seus trabalhos.

Encontram-se mercados e até o conhecido muro do “Je t’aime” com 40×10 metros, onde encontramos a palavra amo-te escrita mais de 1000 vezes e em 300 línguas diferentes, procurando ser um lugar de união.

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Chegando à zona mais elevada da colina de Montmarte (após subirmos mais de 190 degraus), vale a pena perdemo-nos na várias ruelas repletas de pessoas e lojas típicas. Também aqui encontramos a Basílica do Sacré Cœur. Um dos elementos de maior destaque nesta basílica é a sua cúpula, que já tínhamos tido oportunidade de observar de vários miradouros de Paris. A entrada é gratuita e relativamente rápida apesar das filas, valendo a pena visitar o seu interior. Cá fora, em frente da basílica, existe uma enorme escadaria, onde locais e turistas se reúnem para relaxar com mais uma vista fantástica sobre Paris, do alto desta colina de 130 metros.

Partimos em direção à região mais baixa da colina de Montmartre. O ambiente aqui era já completamente diferente do que encontrávamos anteriormente, com diversos cabarés de onde se destaca o Moulin Rouge. 

Terminámos este 2º dia era já noite, não resistindo a uma paragem no Museu do Louvre, onde contávamos vir no dia seguinte. As iluminações nocturnas valeram bem o desvio, fica simplesmente espectacular e para amantes de fotografias é uma perdição. 

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⇒ Dia 3

Foi mais um dia a madrugar mas tinha mesmo de ser. Tínhamos uma manhã para dedicar a um dos maiores museus do mundo e, para o qual, dizem ser precisos mais de dois dias para visitar na totalidade. O Louvre é mais um ponto a não perder na capital francesa e tivemos uma sorte tremenda num aspecto: a grande maioria dos museus franceses são gratuitos no 1º domingo de cada mês durante a época baixa (neste caso, desde o 1º domingo de Outubro ao 1º domingo de Março). Isto representou uma poupança enorme no orçamento da viagem, se considerarmos que a entrada no Louvre ronda os 20€ por pessoa.

O Museu do Louvre é só o museu mais conhecido da França e (não querendo ferir susceptibilidades), um dos mais importantes do mundo. Inicialmente criado para habitação da família real até esta passar para o Palácio de Versalhes, é hoje um museu de 160 mil metros² para onde nos dirigimos logo às 8:30 da manhã, de forma a apanharmos uma fila mais reduzida para a entrada (a abertura dá-se às 9:00). A entrada principal do museu dá-se pela pirâmide de cristal que existe no átrio dos edifícios, um destaque em vidro por entre as cores mais monótonas do edifício. Para fugirem às filas que ali se vão formando diariamente, recomendamos também que vão mais cedo para rentabilizarem o vosso dia.

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Eram 9:30 já estávamos no interior e, depois de obtermos um guia gratuito nas “Informações”, partimos para aquelas que eram os nossos principais objectivos da visita. Começámos pela “Mona Lisa” de Leonardo da Vinci (talvez a obra mais visitada e com maior aglomerado de pessoas ao redor). Entre outros, destacam-se também a escultura da “Vénus de Milo”, e as pinturas das “Bodas de Caná” e o histórico “Liberdade guiando o povo”, de Delacroix. Os “Apartamentos de Napoleão” são também, na nossa opinião, um local único neste museu, com detalhes e decorações luxuosas.

Parámos na Casa de Chá Angelina existente no interior do museu, para um café rápido e para provarmos mais uma das iguarias da pastelaria francesa (em formato da pirâmide do Louvre). Tudo isto com vista para a pirâmide de cristal da entrada do museu.

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Na saída, parámos para ver ainda a Pirâmide Invertida, que tem também acesso exterior por um centro comercial. Fugindo aos elementos especulativos relacionados com as diversas teorias relacionadas com a sua existência naquele local, é mais um local que merece a visita e que está apinhado de turistas para tentarem a foto perfeita.

Com o passar das horas, era já altura de regressar ao aeroporto de Orly para regressar a casa. Esta aventura tinha passado a voar e ficámos com a sensação que ficou tanto por ver. Temos de regressar em breve para absorver um pouco mais desta cidade e deste país que tem um mundo de experiências para nos oferecer.

Dicas extra

  • Por norma, todas as pastelarias de França são inesquecíveis tal é a qualidade dos produtos que disponibilizam. Mesmo por baixo do hotel em que ficámos hospedados encontrámos uma que ainda hoje nos deixa saudades: a Padaria Boulangerie. Os cheiros preenchiam-nos a alma e os olhos ficavam reconfortados com tudo o que tínhamos à disposição e com preços convidativos. Acabámos até por levar sandes para os almoços, que recomendamos também para quem não queira perder tempo em restaurantes.
  • Existe a App “My visit to the Louvre” que é gratuita e pode facilitar a visita ao museu do Louvre, com informações únicas e mapas do interior do edifício, para permitir uma melhor mobilidade entre as diversas obras e circuitos possíveis.

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