Oslo

A expectativa não era muita, mas o que é certo é que a capital noruega nos deixou boquiabertos. Apesar de se apresentar uma cidade moderna e movimentada, Oslo nunca perdeu a ligação com a natureza circundante, merecendo inclusivé já em 2019, o título de Capital Verde da Europa. Ao chegarmos lá, vemos que este título não foi dado por acaso… Os espaços verdes são uma constante e bem cuidados, constatando-se uma clara preocupação global no que toca à redução da poluição. Também a sua cultura é riquíssima, variando desde edifícios históricos a outros mais modernos e imperdíveis, como a Ópera de Oslo, fazendo desta (mais) uma cidade onde sentimos que tanto ficou por ver e absorver.

A nossa chegada à cidade deu-se de comboio, numa curta viagem a partir do aeroporto de Oslo (Gardermoen). Ao sair da sua estação central (Oslo Sentralstasjon, localmente conhecida como Oslo S), encontramos uma praça que quase nos abraça, neste espírito nórdico tranquilo que já nos começa a ser familiar. A Jernbanetorget (nome desta praça) é uma das mais antigas da cidade e tem, logo ali, um ponto de paragem junto de uma estátua peculiar que ali se encontra. A estátua de um Tigre em bronze com 4,5 metros acaba por se destacar, numa homenagem aos já 1000 anos da cidade celebrados em 2000, dado a alcunha histórica da cidade ser “Cidade Tigre”, numa alusão aos primeiros poemas e histórias de escritores noruegueses.

Imagem de um dos símbolos da cidade

Fizemo-nos a pé ao centro da cidade e ,daqui, entramos na Karl Johans Gate, uma rua que se perde de vista, tanto no movimento de pessoas como na sua extensão, com uma imensidão de restaurantes e lojas com marcas bem conhecidas. A animação de rua aqui é uma constante também, valendo definitivamente a pena ir parando ao longo do caminho para ver artistas com talentos magníficos nas mais diversas áreas.

Num pequeno desvio desta rua, encontramos a Catedral de Oslo (Oslo domkirke). Esta catedral foi consagrada já em 1697 e sofreu já um grande restauro em 1950, destacando-se pelo seu interior acolhedor e simples, ainda assim repleto de belos detalhes. A entrada é gratuita e encontra-se normalmente aberta entre as 10:00 e as 16:00. Por trás da Catedral e a envolver o seu edifício encontramos um autêntico comércio a céu aberto, conhecido localmente como Basarhallene, onde encontramos lojas típicas de arte e antiguidades. Este complexo já existe desde 1858 e o seu estilo neo-românico, com arcadas cobertas na frente, dá-lhe um ar ainda mais especial.

Um pouco mais à frente na Karl Johans Gate encontramos o edifício do Parlamento Norueguês (Stortinget). Este edifício (que já no exterior é imponente) alberga o parlamento desde 1866, e o seu interior pode ser visitado, sem qualquer custo. Infelizmente, quando lá fomos não conseguimos apanhar os horários pré estabelecidos para o efeito, que podem ser consultados no site oficial. Em frente do Parlamento encontramos um jardim lindíssimo, nesta altura repleto de vegetação, com um lago central que fazia as delícias de pequenos e graúdos, para conviver com o calor que se fazia sentir (estranhamente) nesta capital nórdica.

Parlamento Norueguês

De seguida, chegamos finalmente ao edifício que já se vinha destacando há largos momentos no horizonte e no qual culmina a rua que vínhamos percorrendo: o Palácio Real (localmente conhecido como Det kongelige slott ou simplesmente Slottet). Este edifício serve de residência oficial aos reis da Noruega foi concluído em 1849 e pode ser visitado durante o Verão, apenas em visitas de grupo, que duram aproximadamente 1hora. É aconselhável comprar o bilhete previamente, pois não existem muitos bilhetes disponíveis para venda no local. Para este efeito, consultem o site oficial. Todos os dias ocorre o render da guarda em frente do Palácio, às 13:30.

Palácio Real

Se o Palácio em si nos cativou, os jardins circundantes foram uma perdição. Famílias inteiras descansavam aqui, viam-se sessões de casamento a ser realizadas a espaços, tudo isto numa tranquilidade maravilhosa. O SlottsParken é um autêntico convite à pausa e ao descanso, tudo isto em tons de verde e onde apenas se ouve o correr da água.

Daqui seguimos um pouco mais para o sul da cidade, passando pela Câmara Municipal (Radhuset). O edifício por si só também se destaca e, no seu interior, podem ser visitadas obras de arte com fortes ligações à história e cultura do país. A entrada é gratuita, estando habitualmente aberto entre as 9:00 e as 16:00 diariamente. Ainda assim, aconselhamos a que consultem previamente que sugerimos que consultem previamente no site oficial, pois podem ocorrer alterações pontuais aos horários de visita.

Câmara Municipal de Oslo

Perto da Câmara Municipal deparamo-nos com a baía que circunda a cidade, onde se encontra o terminal de vários ferries e tours de barco para os arredores. A nossa ideia era passear pela zonas de Aker Brygge e de Tjuvholmen, que se encontram também junto da baía e onde os seus edifícios com designs únicos se misturam com várias roulottes de venda de rua e onde não resistimos a um gelado, apreciando a paisagem única que ali tínhamos, à beira mar e mesmo à nossa frente. Dali também se destacava uma fortaleza imponente, na outra margem e foi para aí que nos dirigimos.

O Forte de Akershus (Akershus festning) foi então a paragem seguinte. Este complexo, que tem no seu interior também um castelo, foi já construído entre o século XII e XIII e, ao atravessarmos os seus portões, sentimo-nos como que a viajar no tempo. Podemos andar livremente dentro dos jardins, existindo aqui dois museus militares: o Museu da Resistência Norueguesa (localmente conhecido como Norges Hjemmefrontmuseum, que fala da ocupação alemã desta área durante a II Guerra Mundial) e o Museu Norueguês das Forças Armadas. Para mais informações, visitem o site oficial do Forte , do Museu da Resistência Norueguesa.

Museu no interior do Forte de Akershus

Culminámos o nosso passeio na Ópera de Oslo (Operahuset Oslo), um edifício fantástico e recente, com uma arquitetura moderna, onde o vidro se destaca. A direção aparentemente irregular das linhas que o compõe dão quase como que a sensação de que o edifício se destaca das águas. No seu topo, com acesso exterior, conseguimos chegar a um espaço amplo, que serve como que um miradouro para a cidade, onde parámos a recuperar do cansaço que já sentíamos nas pernas, com aquela vista que ainda hoje não nos sai da cabeça.

Se ainda tiver tempo:
Museu Nobel da Paz (Nobel Peace Center ou localmente Nobels Fredssenter): Um museu, tal como o nome indica, relacionado com o prémio nobel da paz, englobando diversas exposições temporárias ou definitivas onde os temas centrais são a paz e a resolução de conflitos. Localiza-se bem no centro da cidade, perto da Câmara Municipal de Oslo, com os bilhetes a rondar os 120 NOK (aproximadamente 12€), sendo gratuitos para crianças e jovens até aos 16 anos. Para obterem mais informações, consultem o site oficial do museu;
Parque Vigeland: um pouco mais na periferia mas facilmente alcançável em transportes públicos, este parque é famoso por albergar mais de 200 esculturas de granito, bronze e de ferro, realizadas ao longo da vida do escultor Gustav Vigeland. O acesso ao parque é gratuito, estando permanentemente aberto, existindo no seu interior um museu com esculturas de vários artistas. O museu tem um horário de funcionamento entre as 10:00 e as 17:00, com os preços a rondar os 120 NOK (aproximadamente 12€). Para mais informações, consultem o site oficial do museu.

Como chegar: A partir do aeroporto de Oslo (Gardermoen), existem opções variadas para o centro da cidade. A estação de comboios está ligada com o aeroporto sendo que uma das opções é o Flytoget Airport Express, que realiza a ligação ao centro da cidade em 20 minutos, partindo a cada 10-20 minutos do aeroporto. Não é de todo a opção mais barata, custando cada viagem 190NOK (aproximadamente 19€), não havendo desconto por se comprar antecipadamente o comboio regional ou os autocarros. Outra opção é o comboio regional, da companhia VY (que foi a nossa escolha), numa opção mais económica e praticamente com a mesma duração na viagem, com bilhetes a rondarem os 105 NOK (aproximadamente 10€) por cada viagem. A companhia VY tem uma app que aconselhamos a descarregar, podendo ser uma aliada durante a estadia na Noruega. Tenham em conta que a Estação Central de Oslo aparece identificada como OSLO S.

Onde ficar: Cochs Pensjonat – um hotel extremamente bem localizado (perto do Palácio Real), com o essencial para uma noite descansada. Pagámos perto de 80€/noite, sem pequeno almoço incluído.

Dica extra:
– Caso contem ficar alguns dias em Oslo e optarem por visitar vários museus e utilizar transportes públicos com frequência, talvez seja boa ideia optarem por adquirir o Oslo Pass. Este pass tem vários preços, que variam entre os 445NOK (45€)/24horas, os 655NOK(66€)/48h e os 820NOK (82€)/72h. Para obterem mais informações sobre as condições deste cartão, consultem o site oficial;

2 thoughts on “Oslo

  1. Defendo desde que fui a Oslo, em 2015, que acho que a cidade é uma das mais “underrated” da Europa! Achei-a, tal como vocês, fascinante, vanguardista, onde o moderno e o tradicional estão em harmonia perfeita, e cheia de actividades culturais e de lazer! Um daqueles sítios que, se não fosse o clima, dizia logo “vivia aqui!” 🙂

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