Mdina

Conhecida como a “Cidade Silenciosa” e antiga capital de Malta até ao longínquo ano de 1570, Mdina continua a ser uma cidade muralhada e a manter a sua personalidade ao longo de todos estes anos, com influências fenícias e árabes ainda bem vincadas.

Optámos por partir bem cedo de Valletta para Mdina, optando pelo transporte de autocarro. Após uma viagem de menos de 1 hora, vemos finalmente as muralhas da cidade, numa encosta, com toda a imponência que tínhamos idealizado.

10.1
Muralhas de Mdina

Chegamos a uma praça fora dos limites da muralha, bastante movimentada e turística, funcionando com o terminal de autocarros daquela cidade. O acesso ao interior das muralhas faz-se a pé, sendo o acesso de automóveis apenas permitido a moradores.

À entrada das muralhas deparamo-nos com uma ponte e mais uma enorme porta, aberta e a convidar-nos para explorar o seu interior. Posteriormente soubemos que esta ficou famosa por surgir na famosa série “Game of Thrones”, como a entrada de King’s Landing.

Já no seu interior, encontramos uma cidade também ela em tons calcários como Valletta, que a torna peculiar. Logo depois do portão existe um dos edifícios mais bonitos da cidade, o Palazzo Vilhena, onde funciona hoje o Museu de História Natural de Malta. Não visitámos o museu propriamente, mas vale a pena admirar a sua arquitectura. Em frente a este edifício existe também um posto de turismo, onde existem folhetos com mapas gratuitos da cidade. Mas a cidade é tão pequena que optámos simplesmente por nos perder nas suas ruelas, sem qualquer mapa.

A caminhada pela cidade vale a pena porque toda ela parece um labirinto, numa mistura de luzes em cada ruela, que apesar de parecerem todas iguais, nos davam perspectivas completamente diferentes umas das outras. É por estas ruelas e pelo silêncio aqui sentido que percebemos o porquê de chamarem a esta cidade a “Cidade Silenciosa”. O silêncio é efetivamente uma constante, por vezes interrompido por grupos de turistas ou pelo som dos sinos da catedral. Se isto se sente durante o dia, como será durante a noite, dado viverem menos de 300 pessoas no interior das muralhas…

Chegamos à Praça de S. Paulo, onde se encontra a Catedral de S. Paulo ou Catedral de Mdina que ouvíamos ao longo durante o passeio pelas ruelas da cidade. É um dos edifícios mais imponentes de Mdina e merece também uma visita. Se puderem visitem o seu interior, rico em detalhes e ornamentos que remontam às origens da cidade.

Na ponta oposta da porta da cidade, encontramos o Bastião, uma praça que permite uma vista panorâmica sobre os arredores da cidade até aos limites de Malta, favorecida pela altitude em que esta cidade se encontra. Recomendamos uma paragem aqui, para aproveitar o silêncio e a magnífica vista que nos proporciona.

A visita à cidade pode ser rápida, sendo que se não quisermos visitar todos os museus se consegue fazer em meio dia. O caminho de volta faz-se uma vez mais pelas ruelas, que são definitivamente uma perdição para os amantes de fotografia.

13.1

Como chegar: A partir do exterior de Valletta, perto da Fonte do Tritão, existem os terminais de autocarros. Aconselhamos o 51 ou o 52, que demoram menos de 1hora até Mdina. O bilhete varia os preços, consoante a época do ano e a hora do dia. Durante o dia no Inverno, o bilhete custa 1,50€ e durante o dia no Verão custa 2€. Os bilhetes nocturnos são 3€/pessoa (Todos estes valores são por viagem). Para mais informações visitem o site de Malta Public Transport.

Dicas extra:

  • Nos arredores das muralhas de Mdina, também se consegue chegar a pé à zona de Rabat, conhecida como o berço da cristandade de Malta. Aqui encontramos diversos vestígios da passagem romana, sendo que aqui acabámos por visitar as Catacumbas de S. Paulo (St. Paulo’s Grotto), onde se acredita que S. Paulo se refugiou com os primeiros cristãos da ilha para fugir às perseguições dos romanos (entrada 5€/pessoa).
11.1
Pormenores das ruas de Rabat
7.1
Catacumbas de S. Paulo
  • Rabat é em si maior que a cidadela de Mdina, encontrando-se aqui mais opções de restaurantes e alojamentos, se preferirem pernoitar nesta região.

2 thoughts on “Mdina

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